Câncer de Pele

A pele envolve e protege o nosso organismo contra qualquer espécie de agressão. Normalmente, só percebemos a importância da pele e de suas funções quando ela é lesada, como em um trauma, uma queimadura ou mesmo com o aparecimento de um tumor de pele.

O termo tumor indica qualquer aumento localizado de volume de tecido. Os tumores podem ser benignos, de crescimento lento e progressivo, ou malignos, que é o câncer de pele, e este é o mais comum de todos os cânceres, e a sua incidência continua aumentando. Por outro lado, a sua curabilidade é próxima dos 100%, desde que diagnosticado e tratado corretamente.

O cuidado com a pele é a melhor prevenção do câncer de pele. Pessoas claras, bem como as que se queimam facilmente, estão mais propensas aos raios ultravioletras (UVB). Evitar exposição solar nos horários das 10 às 15 horas usando roupas apropriadas, incluindo chapéus e bonés, e fotoprotetores com fator de proteção solar igual ou superior a 15. Devemos ter cuidado com as câmaras de bronzeamento, pois estas condensam os raios ultravioletas e, na busca de tonalidade mais escura, recorremos a produtos que bronzeem com o mínimo de exposição solar orientados por um dermatologista.

É imprescindível realizar, periodicamente, um auto-exame da pele na busca de sinais ou lesões maiores de 3 milímetros com alterações assimétricas, modificação na coloração (especialmente para tonalidades vermelha, branca, azul ou negra), em sua superfície (descamação, erosão, exsudação, crosta, ulceração ou sangramento), desenvolvimento de infiltração palpável, sensação dolorosa ou aumento da sensibilidade, sinais inflamatórios ou aparecimento de pigmentação satélites. Especial atenção deve ser reservada à busca de sinais nas extremidades (mãos e pés), órgãos genitais, couro cabeludo e orifícios naturais.

Algumas condições anormais da pele, como a queratose actínica (por exposição ao sol) e alguns nevos, têm a tendência de se tornarem cânceres. Porém, na maioria das vezes, podemos tratar essas lesões e evitar esta probabilidade. Portanto, devemos procurar o médico quando houver a menor transformação de sinais ou pintas para identificacão e tratamento, ainda como lesões pré-malignas.

O Câncer de pele pode ser dividido em três tipos conforme as células que lhe originam: o basocelular, o espinocelular e o melanoma. O carcinoma basocelular é o mais freqüente dos tumores de pele (75%), mas tem um crescimento lento e sua disseminação ocorre por invação dos tecidos vizinhos. Geralmente o seu aspecto é de uma lesão bem delimitada, com bordas cor rosa-perolado, sendo que o centro da lesão é mais elevado e com o tempo passa a ser deprimido ou até ulcerado.

O carcinoma espinocelular aparece como um pequeno nódulo que evolui para uma úlcera, geralmente com aspecto inflamatório ao redor e, portanto, com limites menos precisos que o carcinoma basocelular. A lesão aumenta rapidamente e pode enviar metástases.

O melanoma maligno é responsável por cerca de 4% das neoplasias de pele, porém é o mais agressivo. O paciente chega ao consultório referindo uma alteração em uma pinta, que pode ou não ser de nascença, em sua cor, no tamanho, na forma ou nas bordas, refere até prurido no local.

Uma vez diagnosticado, ou constatados sinais com forte suspeita de degenereção maligna, o tratamento deve ser preferencialmente cirúrgico, retirando a lesão com uma margem de segurança suficiente em superfície e profundidade de pele sã. O médico envia a lesão para exame anatomopatológico (microscópico). E, na grande maioria dos casos, o paciente esta curado.